Legião Urbana Uma Outra Estação
Bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet
bullet

eXTReMe Tracker
 

SHOW: O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Local: Metropolitan, Rio.
Data: Outubro/94.

(Por Raphael Perret Leal)

Sem cenários, sem coreografia, poucos integrantes no palco. Parece apresentação de uma banda iniciante. Mas se trata de um verdadeiro megashow.

Megashow, sim. Por que seria um megashow, com tantos poucos requisitos? Em se tratando de Renato Russo & cia., tudo pode acontecer...

É pública e notória a aversão de Renato Russo a shows. Entretanto, vendo-o atuar em cima de um palco, ninguém diria que aquele ser performático, barbudo e de óculos, não gostava de se apresentar. Era líder da banda e da platéia. Era o principal responsável pela integração mais perfeita que já vi entre público e ídolo. Cantando com sua brilhante voz, gentil com os fãs que se esgoelavam pedindo músicas e mais músicas daquele que era o letrista mais idolatrado da geração rock dos anos 80.

Dez mil pessoas se acotovelaram em cada uma das três noites para ver Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, esses dois últimos tímidos, mas competentes guitarrista e baterista, respectivamente. E qual o motivo dessa superlotação? Foram 4 anos de espera para assistir à Legião no Rio. Era chegada a hora (Infelizmente, quem perdeu, perdeu, não haverá outra chance...).

O show começou por onde a Legião começou. "Será", primeira canção do primeiro disco, abriu o show, e no fim da música ninguém mais estava no lugar inicial, tamanha a agitação. Depois vieram mais deliciosos sucessos, ou músicas novas, do então último disco, homônimo do show. A cada música tocada, todos percebiam a magia que envolvia o local. Quem não gostaria de cantar uma música da Legião com a Legião?

Destaques do show: Renato Russo simulando uma masturbação em "Daniel na Cova dos Leões", e, em outro momento, pedindo para que todos se abraçassem, "como se estivéssemos numa missa". A platéia cantando "Faroeste Caboclo" afinada e corretamente. "Geração Coca-Cola", "Quando o Sol Bater Na Janela do Teu Quarto" e "Meninos e Meninas" em um set acústico. E não faltaram também trechos de "Exagerado", de Cazuza; "Gimme Shelter" e "(I Can't Get No) Satisfaction", dos Stones; "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana; e "Blue Suede Shoes", de Elvis Presley.

Não foi um show dançante. Nem um show dor-de-cotovelo. Foi um show emocionante. Emocionante porque bastava cantar e entrar no clima, uma vez que as letras já diziam tudo. O resto era curtir. Pulando (como em "Faroeste Caboclo") ou se sensibilizando (como em "Vento no Litoral"). Foi, enfim, um megashow.

Às vezes penso que a apresentação ainda não acabou, afinal eles não tocaram "Soldados", "Por Enquanto" e "Química". Por isso, não chegaram à última música: "Perfeição"...

Texto enviado por: Fabiano Moraes - Legião Urbana Web Fã Clube

 

Política de Privacidade

Skooter 1998 - 2008