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VERÃO SEM AIDS

ANIVERSÁRIO ANTECIPADO

FESTA BEM-INTENCIONADA COM GENTE ESQUISITA HOMENAGEIA RENATO RUSSO

(Praia de Ipanema - Rio de Janeiro, 15/02/1998)

(SHOWBIZZ - 03/1998 - Edição: 152)

(Por Daniela Dacorso)

Cena de freak show: Cauby Peixoto de terno amarelo-ovo, lado a lado com a cantora Rosa Maria de paetês roxos, um tal de Márvio dos Anjos e - medo! - Agnaldo Timóteo fazendo par com Flávio Venturini. O grupo animado canta "Pais E Filhos", da Legião Urbana, uma coisa super we-are-the-world. Essa aparição aconteceu, na real, num show na praia de Ipanema: Verão Sem AIDS, em tributo a Renato Russo, 15 de fevereiro - mais de um mês antes do aniversário do líder da Legião, 27 de março. Chovia e as 20 mil pessoas preferiram usar as camisinhas para fazer balões. Você perdeu? Bem, foi tudo gravado e mostrado pelo Canal Bravo, da TVA, no dia 3 de março. Além disso, o show vai sair em CD, com renda revertida para a compra de remédios para crianças com AIDS

O evento foi um repeteco da apresentação fechada que aconteceu dezembro em Brasília, como parte das comemorações do Dia Mundial da Luta contra a AIDS. Além das figuras já citadas, a homenagem contou com Lobão, Evandro Mesquita e Dinho Ouro Preto - todos acompanhados por uma orquestra. E, no meio dessa ala anos 80, quem se deu bem foram os Raimundos. (Detalhe: foi Canisso quem cantou "Daniel Na Cova Dos Leões", ao lado de Digão.) Mas o legal foi perceber como os fãs de Renato Russo remoçaram - a molecada que compareceu à praia ainda usava fraldas quando a Legião estourou. Antes de cada artista subir ao palco, os atores Maurício Branco e Adriana Esteves davam explicações sobre a doença. Enquanto o telão exibia depoimentos cabeçorras, Adriana era saudada com gritos de "piranha! gostosa!". É, todo mundo diz que a platéia carioca é bem animada.

Cada um fez o que pôde. Evandro Mesquita mandou um "Eduardo e Mônica" teatral, lendo a letra da música e jogando-a ao vento; Dinho ria à toa e improvisava um visual meio odalisca na desesperançada "Ainda é Cedo" e Sandra de Sá cantava "Mais do Mesmo" com a mão engessada - ela foi responsável por um momento super-revival, dançando no melhor estilo new wave (quem lembrar, ganha um creme Pond’s). Já Cauby Peixoto deu o toque fashion com seu terninho amarelo-ovo e o cabelo claro num penteado black power. Parecia saído de um editorial de David Lachapelle na The Face. Dado Villa-Lobos não compareceu, pois teve de viajar. Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra, fez sucesso com "Andrea Doria"

E quem não tem Renato Russo, vai de Jerry Adriani. Lembrando o ídolo, ele emocionou com "Será". Mas quem acabou aparecendo mais que todo mundo foi um ilustre desconhecido que cantou "Quase Sem Querer" no lugar de Zélia Duncan. "É um cara do Aborto Elétrico", cogitou alguém. Que nada. O cara, que respondia pela alcunha de Márvio dos Anjos e tinha apenas 19 anos, explicaria depois: "Sou amigo do Fred Nascimento (guitarrista do Tantra, que excursionou com a Legião Urbana na turnê de O Descobrimento do Brasil), ajudei a orquestra a passar algumas músicas no ensaio e eles me chamaram para voltar hoje. O primeiro show que vi na vida foi da Legião; eu tinha uma banda que misturava rock e reggae e foi classificada em dois FestValda! Aliás, estou procurando músicos para formar minha nova banda".

Apesar dos pesares, valeu o mico: todos os artistas doaram seus cachês para a campanha da AIDS e o povo saiu emocionado do Tributo a Renato. O mesmo que dizia: "Eu não preciso de modelos, não preciso de heróis".

Texto enviado por: Fabiano Moraes - Legião Urbana Web Fã Clube

 

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