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O ÚLTIMO SOLO

Disco póstumo de Renato Russo emociona com poesia e impressionantes performances vocais.

(SHOWBIZZ - 11/1997 - EDIÇÃO: 148 )

(Por Pedro Só)

O título do álbum é este mesmo, O Último Solo, e foi dado pelo próprio pai de Renato, que também escolheu a ordem das faixas. A capa mostra um floral pintado por Carmem Teresa, irmã do cantor. Esperado apenas para março, mês de aniversário do ídolo, o disco póstumo acabou tendo seu lançamento antecipado para a segunda metade de novembro. "É mais ou menos assim: você tem o bolo pronto, vê que ficou do c... e resolve chamar logo os amigos", compara João Augusto, vice-presidente artístico da EMI, explicando por que a gravadora resolveu fazer mais cedo a festa dos fãs.

O Último Solo tem oito canções e uma faixa interativa, "Strani Amori", que traz o clip da canção já lançada em Equilíbrio Distante e mais uma entrevista distribuída para radialistas por ocasião do lançamento do disco em italiano (nela, Renato responde a perguntas sobre amizade, solidão, etc.) Duas das músicas foram complementadas com arranjos orquestrais gravados no mitológico estúdio de Abbey Road, em Londres: "The Dance" e "Il Mondo Degli Altri".

A primeira, pinçada do repertório do galã neo-country Garth Brooks, é uma belíssima surpresa. "Eu avisei à arregimentadora que o trabalho era de um cara que tinha passed away (falecido) e eles capricharam na emoção. O violino realmente chora", conta João Augusto. Ele esteve em Londres em abril coordenando a complementação do disco, que foi produzido por Carlos Trilha (que fez com Renato The Stonewall Celebration Concert e Equilíbrio Distante) e masterizado por Nick Webb, técnico acostumado a trabalhar com Paul McCartney e Pink Floyd.

"Il Mondo Degli Altri", com arranjo orquestral do maestro Jota Moraes, tem o que talvez seja a melhor performance vocal de Renato Russo em toda sua carreira. Emocionante, a faixa é a preferida de João Augusto. "Renato era que nem Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves. Do tipo que deixava o táxi esperando na porta do estúdio e dizia: ‘Güenta aí um pouco que eu vou ali dentro gravar umas vozes e já volto’. Eu trabalho com música desde 1966 e ele foi o artista com quem mais aprendi."

A primeira faixa, "Hey, That’s No Way To Say Goodbye", dá a medida do bom gosto de Renato Russo. Trata-se de uma das melhores letras (confira a tradução) daquele que, na humilde opinião deste que vos digita, é o maior letrista vivo da língua inglesa (sem pedir licença a Bob Dylan, David Bowie ou lou Reed). Se Stonewall já havia revelado o talento de Nick Drake a milhares de brasileiros, o novo disco agora difunde a genialidade do canadense Leonard Cohen. Os fãs de Renato merecem a iluminação que é conhecer sua obra.

João Augusto rejeita o rótulo "sobras", principalmente para o material que não entrou em Stonewall. "Elas não cabiam tecnicamente no disco. Na época, ainda estávamos aprendendo a lidar com CD. Me lembro que o Renato ficou p... com isso: ‘Que p... é essa tecnologia? Como é que as músicas não vão entrar todas?’ ".

Com a homenagem antecipada, a EMI não pretende lançar nada de Renato em março. "Tudo que tinha qualidade está no novo disco", garante João Augusto. Em relação à Legião, porém, as possibilidades são muitas, mas ainda não se pensa em datas de lançamento. "Há muito material da banda. Além do Acústico MTV, temos muitos shows gravados. Eu mesmo gravei dois no Ibirapuera (SP), dois no Metropolitan (RJ), um em Belo Horizonte, um em Porto Alegre."

Texto enviado por: Fabiano Moraes - Legião Urbana Web Fã Clube

 

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