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Legião Urbana Uma Outra Estação
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BONFÁ Chegou a Sua Vez (Matéria publicada no Fanzine Estação Urbana, em Julho de 1998, mas que continua atual, devido a falta de novidade sobre o assunto)
Na verdade, o que estava quase pronto era instrumental. Disse: "Músicas bem tranqüilas, o que eu gosto e curto mesmo, sabe? Não sei nem se vai ter bateria, eu componho tudo no teclado." O trabalho vem sendo dobrado já que admite não saber tocar teclado. Disse: "Não sei tocar teclado nem violão. Então vou montando esse quebra-cabeça." Mesmo assim, continua otimista e predestinado em conseguir o seu objetivo. "Estou me aventurando em terreno pantanoso, mas, como bom aquariano, não posso fugir dos desafios", afirma. O resultado é algo bem relaxante, com levadas que lembram muito a Legião. "Esse é um lado que é difícil evitar. Mas não chamaria meu trabalho de rock'n'roll", avisa. Quanto à essa inevitável comparação, o baterista é enfático: "Não tem nada a ver com o meu trabalho anterior, a Legião tinha uma preocupação com as mensagens e eu quero fazer música para entretenimento". Apesar das influências de sua
antiga banda, também cita Oasis, The Verve e Depeche Mode, além
de outros "sons eletrônicos", que serviram como base
para suas composições. Aprecia música clássica, "música
calma". Mas, em sua carreira solo, não pretende seguir a
linha new age. "Eu diria que era uma mistura de trip hop
com trance, com ambient. Mas agora está mais pop." ,
afirma. No início, não pretendia usar a sua voz. Disse: "...também penso em incluir algumas participações, mas a minha voz eu não pretendo colocar, não." Dizia que não desafinava, mas também não tinha a menor vontade de cantar. Com o tempo, sua opinião mudou. Começou a ter aula de canto para soltar a voz em seu futuro disco. "Estou indo bem nas aulas. Tenho um bom timbre e já consigo até ouvir a minha voz gravada", conta. Bonfá está completamente otimista para essa sua nova fase artística. "Sempre idealizei uns temas e percebia que tinha uns detalhes legais. Dado e Renato também gostavam e chegamos até a usar alguma coisa na Legião. Numa noite, estudando umas sonoridades, senti que realmente tinha potencial. Então, decidi mergulhar de cabeça". Dado não deixa o amigo mentir e elogia sua veia de compositor. "Ele tem talento: Angra dos Reis, Longe do Meu Lado, O Descobrimento do Brasil, é tudo dele." Com uma personalidade simples e humilde, Bonfá fica até um pouco encabulado. "Eu monto umas coisas no meu sequencer. Mas sinto falta de parcerias. Não consigo terminar uma coisa sozinho." Quanto às letras, diz que não é muito bom com as palavras e, que, está mal acostumado com a poesia de Renato Russo. "Não tenho capacidade de exteriorizar as coisas que eu sinto. Além do mais, Renato já falou sobre tudo o que eu penso. Meu mundo gira em torno das músicas da Legião", confessa. Mas, faz parte de seus planos pedir para que amigos como Herbert Vianna, Paulo Ricardo, e Alvin L. (ex-sex Beatles e agora em carreira solo) lhe escrevam letras numa linha mais romântica. Esse último, no entanto, já começou a mostrar trabalho: "O Alvin ficou de me mandar duas letras. Já com o Dado não falei nada ainda, mas pode ser que eu o convide para fazer algo no meu disco. Quero pensar nas participações só na reta final". Ainda não falou com os outros, devido a sua insegurança, que, segundo sua mulher, Simone, o faz ser centralizador. E ele, como bom marido que é, não a deixa mentir: "É, realmente eu não consigo jogar nada na mão das outras pessoas, cara. Sei lá, por medo de me surpreender com o resultado final, quero estar envolvido em tudo que está ao meu redor. Desde os detalhes do meu disco até o cardápio do jantar aqui de casa", confessa. Pretendia concluir as composições no mês de julho. "Eu não gosto de futebol mesmo, então vou aproveitar a Copa para fazer música", afirma. Quando estiver tudo pronto, Marcelo pretende começar o trabalho de estúdio para que o rascunho que gravou em sua casa se transforme, enfim, em arte final. Quanto à data de lançamento do álbum, ele brinca e emenda, mais sério: "Às vezes consulto o I Ching para ver se encontro alguma resposta ...acho que até o fim do ano sai. Esse trabalho para mim é um desafio. Botei isso na minha cabeça e vou conseguir", acredita. Ainda sem contrato assinado com nenhuma gravadora prefere esperar o disco tomar forma para pensar nesse assunto. "Ainda falta muita coisa, eu pretendo colocar baixo, bateria e guitarra, além de algumas coisas eletrônicas nas músicas", diz. Para finalizar, deixa uma imagem otimista sobre seu novo trabalho: "...o Renato era um cara fabuloso, incomparável. Adorava vê-lo falar, aprendi muito com ele e sei que, agora, chegou a minha vez". Esperamos que realmente saiba aproveitar essa sua nova oportunidade. Talento nós sabemos que tem. No entanto, os fãs mais conservadores desaprovam a maneira em que pretende concluir esse trabalho, que, pelo que parece sua intenção, não é bem a de continuar pregando as belas mensagens da Legião, optando apenas em seguir a leva de músicas feitas atualmente. Tudo o que nos resta agora, é a esperança de que os longos anos de convívio e experiência com Renato, possam influenciar em sua opinião e seu projeto siga por outros rumos. "URBANA LEGIO OMNIA VINCIT." "FORÇA SEMPRE." Fabiano Moraes (Erick Dawson) Fontes de Pesquisa:
Contribuição:
Observação:
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Skooter 1998 - 2008 |
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