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Renato Russo sempre
Livro e programa de TV relembram o criador da Legião Urbana, que completaria 40 anos no dia 27

Época, Março de 2000

É provável que nenhum compositor brasileiro tenha usado o rock como divã com a intensidade de Renato Russo (1960-1996). "Queiram ou não, o rock é sempre uma psicanálise", dizia o roqueiro. Quatro anos depois de morrer vitimado pela Aids, a legião de fãs adolescentes não pára de crescer e enxergar nele um porta-voz de seus conflitos. "Renato teve papel importante para muitas gerações e continua a ter", diz a jornalista Simone Assad, uma fã de 37 anos. Ela organizou por assunto os 453 verbetes do livro Renato Russo de A a Z - As Idéias do Líder da Legião Urbana. "Quis contribuir para preservar sua memória. Há garotos de 13 anos que estão conhecendo a Legião agora."

O livro apresenta uma compilação de idéias do compositor extraídas de entrevistas, programas de rádio e TV e diversas páginas da Internet. Destacam-se, entre outras, as opiniões sobre drogas ("quase morri com isso"), homossexualismo ("só tem três gays assumidos no Brasil: eu, Rogéria e Clodovil"), críticos de música ("a maioria não entende de rock") e sua semelhança vocal com Jerry Adriani ("ele é tão legal").

Não por coincidência, Jerry Adriani (cantando "Será") é um dos pontos altos de outra homenagem prestada ao ídolo, o Tributo a Renato Russo, que o canal pago Multishow (Net) exibe dia 24. São destaques do programa, também, Paulo Miklos, dos Titãs, e Cássia Eller, que sempre tiveram afinidade com o roqueiro. Cantam "Eduardo e Mônica" e "Vento no Litoral", respectivamente. Mas os fãs da Legião podem estranhar a participação dos cantores Vinny, Toni Garrido e Flávio Venturini.

"Renato é o maior cantor de rock brasileiro de todos os tempos", diz o jornalista José Emílio Rondeau, que produziu o álbum de estréia da Legião, em 1984. Rondeau revelou material inédito do grupo e do compositor num programa de rádio no Rio, na semana passada. Entre as raridades está Renato cantando ao violão duas canções sem título feitas por ele para a cantora May East (ex-Gang 90), que nunca foram gravadas. Rondeau não descarta a possibilidade de o material um dia ser editado em alguma compilação do grupo. Outro objeto de interesse é uma biografia de Renato Russo que Arthur Dapieve, também jornalista, prepara para lançar em agosto. Para Dapieve é difícil separar a vida da obra de Renato Russo, por isso o mito não se torna maior que o trabalho do músico com a Legião. "A química do grupo é muito rara", diz.

 

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