Legião Urbana Uma Outra Estação
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Trabalho tem caráter póstumo e revê a trajetória da banda

'Uma outra Estação' é menos angustiante do que 'A Tempestade' e tem a canção épica 'Clarice'

(O Estado de São Paulo - 10/07/1997)

 

Em entrevista ao Estado, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá falam um pouco sobre o novo e último CD do Legião Urbana. Comentam também os projetos individuais e a possibilidade de ser lançado um disco ao vivo da banda até o ano 2000.

 

O disco A Tempestade, lançado no ano passado, é um álbum com músicas depressivas, que retratavam o momento difícil que o Renato Russo estava passando. Parece que Uma Outra Estação é um trabalho com letras um pouco mais positivas...

Marcelo Bonfá - Realmente é um disco menos tenso e pesado do que A Tempestade, que tem músicas muito angustiantes. Até hoje não consigo ouvir Via Láctea. Já Uma Outra Estação é um CD mais leve. Sempre digo que este nosso último trabalho é como um filme, conta um pouco da trajetória da banda. Tem de tudo: rock, que lembra os primeiros trabalhos da gente, baladas e canções épicas, como Clarice.

Dado Villa-Lobos - A gente procurou dar uma linha, um conceito para esse trabalho. É um álbum que remete ao nosso passado. A primeira faixa do CD, Reding Song, é uma brincadeira. Começa com uma bateria muito forte e, logo depois, entra uma entrevista que demos em 1986. Cada integrante se apresenta. Renato diz: eu sou Renato Russo, tenho 23 anos, formado em jornalismo... Mas decidi fazer rock, porque é isso que eu quero.

 

É verdade que o Renato brigou com vocês para que A Tempestade fosse um disco duplo?
Bonfá -
Naquela época a gente tinha um material muito grande nas mãos, que dava até para fazer um álbum triplo. Como o Renato não estava muito legal de saúde, eu fui o encarregado de selecionar o repertório para o próximo disco. Liguei para ele dizendo que achava melhor lançar um álbum simples mesmo e logo depois a gente colocaria outro disco no mercado. Expliquei a ele que o disco tinha de ser mais pop, mais acessível. Ele não gostou. Disse que achava um desrespeito aos fãs não colocar músicas como Clarice e Tempestade no repertório. Mas não adiantaram muito as reclamações dele.

 

A capa e o encarte são de desenhos inspirados na cidade de Brasília...

Bonfá - Eu fiz todos os desenhos. Pintei com aquarela, ficou muito legal. Usei muito aqueles traços malucos da cidade como inspiração.

 

É verdade que vocês ainda devem lançar mais um disco ao vivo?

Villa-Lobos - Uma Outra Estação é o nosso último trabalho do Legião em estúdio. É um disco de caráter póstumo e histórico. Agora, temos uma material bem grande, de gravações ao vivo, que ainda não foi aproveitado. Algumas coisas que fizemos para a MTV. Mas não tem nada definido ainda. Talvez a gente vá lançá-lo até o fim deste milênio.

 

Outro projeto que inclui o nome do Legião é o lançamento de um documentário pela HBO, que terá como trilha sonora um CD com bandas dos anos 80 e 90, cantando músicas do grupo. Falem um pouco deste projeto.

Villa-Lobos - Acho interessante bandas dos anos 80 e 90 gravarem músicas da gente. Eu sei que foram convidados grupos legais, como os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Planet Hemp e Devotos do Ódio. O disco será gravado pelo meu selo, o Rock It. Já o filme é sobre a trajetória do rock nacional, desde o começo dos anos 80. O Legião foi escolhido para ser tema da trilha sonora porque é um grupo importante dentro desse cenário, mas o documentário também deve falar de outras bandas. Por exemplo, já conversei com o Flávio (Tambellini, diretor do documentário) e acho importante colocar no roteiro que os Paralamas foi a primeira banda a misturar elementos de reggae com rock.

 

Quando todos esses discos forem lançados, vocês vão começar a pensar na carreira-solo?
Bonfá -
Eu estava gravando um disco eletrônico, mas acabei deixando o projeto um pouco de lado. Construí uma casa, estou fazendo tai chi chuan. Tenho mais tempo agora e pretendo aproveitar.
Villa-Lobos - Dedico-me ao selo Rock It. Produzi agora o disco do Maria Bacana, uma banda da Bahia. Devo fazer a produção de outro grupo até o fim do ano. Talvez volte a gravar com a minha primeira banda (Dado e Reino Animal). Mas não há nada certo ainda. (T.C.)

 

 

 

 

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