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Legião Urbana Uma Outra Estação
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Bonfá comenta as composições do novo CDUma das favoritas do baterista é o blues 'La Maison
Die', com letra que fala de política (O Estado de São Paulo - 10/07/1997) O baterista Marcelo Bonfá comenta
as 15 faixas inéditas do novo CD Uma
Outra Estação, que tem blues, música gótica, balada e uma canção que
é a cara do Renato Russo, Comédia Romântica. Reading Song - É um rock que
lembra os primeiros discos do Legião. A gente fez na época de Tempestade. Gosto dessa música, é uma grande brincadeira. Uma Outra Estação
- Essa letra o
Renato fez para uma grande amiga dele, a Flora. Ela era diplomata e facilitava a
vida da gente em nossas viagens pelos quatro cantos do mundo. As Flores
do Mal -
Outra
música que o Renato fez para uma amiga, que andava na noite com ele. Não me
lembro agora o nome dela. A letra teve vários arranjos, mas acabou ficando uma
balada com uma letra bem pesada e amarga, bem ao estilo de Renato. La Maison Die -
O único blues do disco. Uma das minhas favoritas. A letra fala de política,
sobre tudo acabar em pizza no Brasil. Tem uma parte que diz assim, não me
lembro muito bem: "Eu nunca anistiei ninguém, não devemos perdoar." Clarice -
É uma espécie de canção autobiográfica. É bem pesada. Dizem que foi feita
para uma fã, mas acho que o Renato é a própria Clarice na letra. Fala sobre
os problemas e as injustiças sofridas pelas mulheres brasileiras. É uma música
longa, de 12 minutos, acompanhada de um violão de 12 cordas. Lembro que o
Renato chegou no estúdio e declamou toda a letra na hora, sem parar. Shubert Lander - É uma vinheta
de apenas alguns segundos. Ela foi incluída para dar uma acalmada. As cinco
primeiras músicas do álbum são muito pesadas e essa fase do CD é encerrada
com essa vinheta. Tempestade - Lembra um pouco
música gótica. Gosto também dessa faixa. Era outra canção que o Renato
fazia questão de colocar no disco anterior. Matar ou Morrer
- É tema de um
filme de faroeste muito conhecido (High
Noon, de Fred Zinnemann). A gente
fez uma versão bem mais rápida. Os Marcianos
Invadem a Terra -
A
letra lembra muito a nossa juventude em Brasília. A gente saía com os nossos
carros à noite pela cidade. Éramos os próprios marcianos invadindo a terra (risos).
É uma canção acústica. Mariane -
É uma balada muito positiva, toda cantada em inglês. Acho que pode ser um dos
hits do disco. É também uma das minhas favoritas. Foi gravada originalmente só
com voz e violão. Aumentei a voz do Renato para poder colocar bateria e
guitarra. Dado Viciado - Essa música só
não saiu antes porque o Dado ficava com medo de os fãs acharem que o Dado
Viciado era ele. Na verdade era o primo dele. Agora, ele concordou em colocá-la
no novo CD, pois combinamos de deixar tudo esclarecido no encarte (risos). É uma das poucas versões acústicas do álbum. Comédia Romântica
- Essa canção é
a cara do Renato. Fala sobre esse lado meio amargo dele. De as pessoas quererem
ajudá-lo e ele se recusar. Lembro dele falando para mim e para o Dado:
"Valeu a intenção, mas eu sou desse jeito mesmo, não há muita coisa a
se fazer." Antes das Leis - Uma das mais
pops do CD. Acho que é outra que vai virar hit. É mais acessível, o que ajuda
a equilibrar um pouco o disco. Nossa Senhora do
Cerrado - A gente faz uma referência a uma banda
de malucos que tinha no fim dos anos 60 em Brasília. Costumo dizer que é a música
alternativa do disco. Tem uma percussão com garrafas. Ficou bem legal. Sagrado Coração
-
Esta letra aparece no encarte do CD, mas não chegou a ter vocais gravados. É
uma balada superlegal. Ela foi escolhida para encerrar o disco porque lembra um
pouco aqueles letreiros que passam no fim do filme. (T.C.) |
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Skooter 1998 - 2008 |
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