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Legião Urbana Uma Outra Estação
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CD REÚNE NOVE FAIXAS INÉDITAS DE RENATO RUSSO 'O Último Solo', que chega às lojas no dia 17 com
sobras de seus discos em inglês e italiano, tem canções que não foram
aprovadas pelo cantor por motivos que vão da mixagem à implicância com
determinado instrumento (O
Estado de São Paulo - 30/10/1997) (Por Roberta Jansen) Rio- Pouco mais de um ano depois da
morte do cantor e compositor Renato Russo, chega às lojas no dia 17 O Último
Solo. O novo CD do compositor reunirá as sobras das gravações de seus
discos-solo em inglês e italiano: The Stonewall Celebration Concert, de 1994, e
Equilíbrio Distante, de 1995. Serão nove faixas inéditas, selecionadas entre
o material não aproveitado por Russo para os dois trabalhos anteriores. O CD depende
apenas da aprovação de Renato Manfredini, pai de Russo, para ser lançado.
Inventariante do filho, ele virá ao Rio nas próximas semanas para avaliar o
material selecionado pela gravadora EMI e dar a palavra final para a conclusão
do trabalho. "Vou ouvir as músicas e ajudar na escolha", afirmou. As
faixas inéditas de O Último Solo vêm sendo trabalhadas em estúdio desde
abril pelo tecladista e produtor Carlos Trilha, com quem Russo gravou seus dois
CDs-solo. Entre as faixas
que farão parte do novo CD, cinco são sobras de The Stonewall Celebration
Concert: I Loves You Porgy, Changing Partners, The Dance, Hey, That's no Way To
Say Goodbye e Like a Lover - versão inglesa de O Cantador, de Dori Caymmi e
Nelson Motta. Nessas cinco faixas, Renato Russo chegou a gravar a voz
definitiva. "Quando entrava em estúdio, ele sempre gravava muitas músicas",
conta o pai do compositor. "E sempre foi muito criterioso na seleção,
especialmente para os discos-solo." Das sobras de estúdio de Equilíbrio
Distante, serão aproveitadas no novo CD quatro músicas. Entre elas, Il Mondo
degli Altri e Te Chiedo Onestà. Nas músicas
italianas, entretanto, Russo não chegou a gravar a voz definitiva. Para compor
o novo CD, Trilha trabalhou com o registro da voz-guia - gravação do intérprete
que serve apenas para orientar os músicos. Em cima desses registros provisórios,
o produtor gravou novos instrumentais. Músicos que tocaram em Equilíbrio
Distante, como o baixista Arthur Maia e o baterista Eduardo Constant, gravaram
as faixas italianas inéditas para o novo CD. Além de gravar com os mesmos músicos,
Trilha utilizou o mesmo estúdio, o Discover, e os mesmos equipamentos usados
nas gravações dos CDs-solo. O tecladista está
tentando ser o mais fiel possível às idéias de Russo, com quem tocava desde
1992 em shows e gravações da banda Legião Urbana e, com quem, posteriormente,
gravou os trabalhos-solo. As músicas que estarão no novo CD foram eliminadas
pelo próprio Russo por motivos que vão da mixagem à implicância com
determinado instrumento. Mas profissionais envolvidos na gravação de O Último
Solo trabalharam em todas as faixas de forma a contornar os problemas apontados
por Russo ou, simplesmente, adaptá-las ao gosto do compositor. A gravação e o
lançamento de O Último Solo vêm recebendo todas as honrarias da gravadora. Em
duas faixas, The Dance e Il Mondo degli Altri, foi incluída a gravação no estúdio
Abbey Road, de Londres, de uma orquestra de cordas com 40 instrumentistas. Os
arranjos para o CD são de Trilha e Jota Moraes. Carlos Trilha foi proibido pela
gravadora de dar entrevistas sobre o O Último Solo. Os executivos da EMI alegam
que uma entrevista neste momento atrapalharia a estratégia de marketing traçada
para o lançamento do novo CD. Vendas - Inicialmente, os planos eram de
lançar o CD no dia 27 de março, quando Renato Russo completaria 37 anos.
Depois, chegou-se à conclusão de que era melhor lançá-lo pouco antes do
Natal. Se O Último Solo seguir as vendagens de The Stonewall Celebration
Concert e Equilíbrio Distante, o investimento terá retorno garantido. Os dois
CDs-solo de Russo venderam juntos cerca de 1 milhão de cópias. Renato
Manfredini não encara o lançamento do CD como uma homenagem póstuma ao filho.
"São fonogramas que ele mesmo deixou gravado", diz. "Só não
teve tempo de planejar a execução, como tinha feito com Uma Outra Estação,
do Legião." O pai de Russo conta que pretende publicar, no futuro, um
livro reunindo todas as letras inéditas deixadas pelo filho. "Mas gravá-las
não teria o menor sentido", afirma. |
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Skooter 1998 - 2008 |
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