Legião Urbana Uma Outra Estação
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RENATO RUSSO, UM LEGADO QUE NEM A MORTE APAGA

Um ano depois de sua morte, o vocalista da Legião Urbana continua idolatrado pelos jovens brasileiros.

(Jornal DIÁRIO DO NORDESTE - 11/10/1997)

(Por Henrique Nunes)

"Vai passar na televisão", vai tocar nas quatro melhores estações da cidade, vai mexer com a cabeça da "Geração Coca-Cola". Na véspera do segundo dia das crianças sem a sensibilidade desse guia de milhões - e do próprio gênero com que expressou suas impressões cruas e melancólicas - as homenagens a Renato Russo devem tocar mesmo é nos "corações e mentes" de todos os bem informados "meninos e meninas". Foi em sua casa, na já musicalmente marcada rua carioca Nascimento Silva, onde faleceu o cantor e compositor, em decorrência de AIDS, a 1h 15min da madrugada de 11 de outubro do ano passado.

Há um ano, portanto, extinguia-se o grupo mais questionador do rock brasileiro, sobretudo nos ainda assombrados anos 80. Mas nem mesmo a nota de enterro divulgada, naquele dia difícil para muitos que admiravam aquela criança séria, franzina e barbada, sepultou a magia da Legião Urbana. Aliás, os remanescentes do grupo, o guitarrista Dado Villa-Lobos, e o baterista Marcelo Bonfá, ainda participam de iniciativas ligadas à perpetuação da imagem da Legião, gerada oficialmente em 84, quando sai o primeiro álbum pela gravadora de todos os seus sucessos - nem sempre, exatamente "populares".

Para este mês, está previsto o lançamento de uma coletânea chamada "Música Urbana". Prometido pela Universal Music, com parte de sua arrecadação destinada à Sociedade Viva Cazuza, o disco está sendo dirigido por Dado e Sérgio Espírito Santo e deve ter a participação de Pato Fu ("Eu Sei"), Virna Lisi ("Há Tempos"), Skank ("Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto"), Cássia Eller ("Vento no Litoral"), Devotos do Ódio ("Fábrica"), Mundo Livre ("Geração Coca-Cola"), Cidade Negra ("Índios") e Maria Bacana ("Daniel na Cova dos Leões").

O ex-guitarrista da Legião Urbana descreveu ao "O Globo" que também está aprontando para breve um documentário sobre a vida de Renato Russo, com direção de Flávio Tambellini, roteiro de Hermano Vianna e fotografia de Breno Silveira. "Será uma mistura de apresentações ao vivo e em estúdio, mais imagens de arquivo históricas, até então inéditas, da Legião", revelou ao jornal carioca. Já para "O Estado de São Paulo", Dado contou que há ainda muito material com músicas ao vivo, não aproveitadas pela banda.

Para quem escuta com atenção "Será" ou "Flores do Mal" fica muito bom saber que vamos continuar sentindo a força da poesia de Renato Russo, também com músicas inéditas e novas homenagens. Eles se acrescentam aos 10 discos que lançou em vida, às declarações sempre inquietas e autênticas e àquela dança insandecida e coerente, com todo o vigor de uma postura que continua a influenciar, ou melhor, descrever, o comportamento de milhões de brasileiros. Pelo menos, daqueles mais novos, que se disponham a se envolver com o seu tempo através da música, seja em seus quartos, na casa dos amigos, nas rodinhas de violão, ou nos shows de qualquer banda disposta a iniciar-se nos caminhos do rock.

Assim é desde que Renato Manfredini Júnior, um carioca tímido que nasceu em 27 de março de 1960, no Rio de Janeiro, se configurou como um dos maiores ídolos do rock brasileiro, a partir de sua mudança para Brasília. Assim seja, por muitos e muitos tributos, particulares ou midiáticos, desde que nos poupem do sensacionalismo de que Russo fugiu em seus últimos dias. De qualquer modo, os fãs do grupo sabem de cor: URBANA LEGIO OMNIA VINCIT. Deslatinizando: A LEGIÃO URBANA TUDO VENCE.

Texto enviado por: Fabiano Moraes - Legião Urbana Web Fã Clube

 

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