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É cedo para os poetas morrerem

Por: Mario Marques

Jornal "O Globo" - 09 de Outubro de 1999

As obras de Cazuza e Renato Russo rondam a casa dos Araújo e dos Manfredini com intensidade proporcional à de suas carreiras. Lucinha lança ano que vem, novamente em parceria com a jornalista Regina Echeverria, o livro de letras comentadas "O poeta não morreu". Seu Renato acompanha, passo a passo, a criação do Memorial Renato Russo, em Brasília, a ser inaugurado em abril de 2000. Tanto a mãe de Cazuza quanto o pai de Russo vão cruzar trajetórias no projeto "Dois poetas - um tributo à vida", que a Som Livre e o Multishow (Globosat/NET) gravam nos dias 9 (Renato Russo) e 16 (Cazuza) de novembro, no Metropolitan, para disco e programa de TV, com bilheteria e royalties dos CDs revertidos para a Sociedade Viva Cazuza. Os dez anos de morte de Cazuza, a 7 de julho de 2000, e os três de Russo, na próxima segunda feira, fizeram multiplicar projetos. Além do "Acústico MTV" da Legião, gravado em 92, em São Paulo, que sai em novembro e já tem uma música estourada nas rádios - "Hoje a noite não tem luar" ("Hoy me voy para Mexico"), do Menudo - há os desdobramentos das recentes homenagens. A repercussão de "Forza sempre", disco de releituras em italiano de Jerry Adriani para músicas da Legião, chegou à marca das cem mil cópias vendidas num mês, fenômeno que assusta e ao mesmo tempo envaidece um dos ícones da Jovem Guarda. 

- Está sendo uma coisa muito forte na minha carreira - diz Adriani. - Está indo tudo além do que eu poderia imaginar.

O outro poeta igualmente inspira. Em meados de novembro estréia no Teatro Augusta, em São Paulo, o musical "Cazas de Cazuza". O diretor paulista Rodrigo Pitta, de 23 anos, construiu uma trama na qual pudesse encaixar hits ("Brasil" e "Pro dia nascer feliz") e músicas menos conhecidas ("Cobaias de Deus" e "Bruma") de Cazuza. A história conta os encontros e desencontros de sete pessoas que moram no mesmo prédio, no Baixo Leblon.

- Cazuza soube levantar discussões sobre temas como a sexualidade e as drogas e falar sobre o Brasil de uma forma que nunca mais ninguém soube - diz Pitta. - Cada um dos tipos que criei tem características de Cazuza. 

 

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