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AMIGOS APONTAM LAÇOS ENTRE OS DOIS

(www.oglobo.com.br - 09/10/1999)

(Colaborou Roberta Oliveira)

 

O time de estrelas para os tributos a Renato Russo e Cazuza já está escalado. Do lado de Cazuza participarão Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Leo Jaime, Engenheiros do Hawaii, Leoni, Nico Rezende, Fernanda Abreu, Paulo Ricardo e LS Jack. Do de Russo, Raimundos, Charlie Brown Jr., Biquíni Cavadão, Plebe Rude, Samuel Rosa, Toni Garrido, Cássia Eller, Jerry Adriani, Paulinho Moska, Tony Platão e Pato Fu. Para o diretor artístico da Som Livre, Aramis de Barros, os shows estão bem delineados.

- Encontramos um elo entre a obra do dois e transformamos o evento quase num festival - diz Aramis.

À frente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha destaca o apoio aos portadores do vírus HIV que o tributo trará:

- Vamos dividir a renda com as ONGs que tratam da Aids.

Envolvida com o lançamento do segundo livro sobre a obra de seu filho, ela também já conferiu e aprovou um ensaio de "Cazas de Cazuza". Sem data para estrear no Rio - o diretor Rodrigo Pitta sonha com o Teatro da Lagoa para março do próximo ano - o espetáculo foi criado nos moldes dos musicais da Broadway. Em cena, 16 atores/cantores/bailarinos da Companhia de Teatro Musical Brasileiro, acompanhados ao vivo por seis músicos.

- Escolhi Cazuza porque queria atingir um público jovem, que nem sempre vai assistir a musicais sobre a vida de compositores mais antigos porque eles estão muito longe da realidade atual - diz Rodrigo, que, com 23 anos, nunca foi a um show de Cazuza. - Acompanhei a trajetória dele através das minhas irmãs.

Identificar laços comuns entre as obras de Renato Russo e Cazuza são desafios, já que as duas são personalíssimas.

- O grande mérito deles foi fazer algo sofisticado e acessível - analisa Paulinho Moska, que encontrou Russo uma única vez num show no Metropolitan. - Eles conseguiram o que todos perseguem. O máximo de sofisticação e o máximo de simplicidade para passar essa sofisticação.

O baixista Dé, autor juntamente com Cazuza e Bebel Gilberto de duas das mais belas canções do poeta ("Mais feliz" e "Eu preciso dizer que te amo"), acha que o ex-parceiro escrevia de forma especial.

- Ele não escrevia para mulher nem para homem - observa Dé. - A maioria das letras é estranhíssima e todo mundo canta.

Ezequiel Neves é irônico em sua visão sobre o talento de Russo e Cazuza:

- Para mim, Cazuza foi o Rimbaud do rock nacional e Renato, o "bispo" Edir Macedo. No bom sentido, é claro.

O cantor e compositor Alvin L. não vê como compará-los:

- É injusto achar que um é melhor que o outro. Os dois eram gênios e os dois lados da mesma moeda. Cazuza era mais físico; Renato, mais espiritual. E o ser humano é isso, o corpo e o espírito.

Alheio às observações de amigos e parceiros, o pai do cantor da Legião, Renato Manfredini, diz se emocionar com as manifestações freqüentes de admiração ao filho.

- Atendo a todos por telefone ou carta. Isso, para mim, é uma obrigação com os fãs - diz ele. - Ver a juventude homenageá-lo é trazê-lo para mais perto da família.

 

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