Legião Urbana Uma Outra Estação
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MAIS LEGIÃO URBANA

(Jornal O POVO - 18/07/1997)

(Por Christiane Viana)

Desde outubro do ano passado, quando Renato Russo faleceu em decorrência de complicações causadas pela AIDS, havia uma expectativa enorme em torno dos próximos lançamentos da Legião Urbana. Os fãs, é lógico, estavam ávidos para conhecer o que ainda restava de trabalho inédito da banda e a gravadora prometia várias novidades.

O material mais precioso eram as sobras de seu último disco "A Tempestade Ou O Livro Dos Dias", lançado poucos dias antes da morte de Renato. Inicialmente planejado para ser um álbum duplo, ele acabou sendo feito apenas em formato simples mesmo. Daí o grande número de faixas que ficaram de fora do projeto e que, agora, chegam ao público através de "Uma Outra Estação" (EMI).

Com uma capa e encarte belíssimos - desenhados pelo baterista Marcelo Bonfá, que já havia mostrado o seu talento para os traços em "Que País É Este?", terceiro disco da Legião - , o novo e primeiro trabalho póstumo da banda é bem melhor que o anterior. E não se trata de condescendência com a memória de Renato, não. Dessa vez, música e letra não "brigam" como em "A Tempestade", em que várias das canções pareciam quase sem sincronia, soando por demais esquisitas. Aqui, tudo "casa" direitinho.

"Uma Outra Estação" traz 15 faixas e se propõe, já no encarte, a ser um resumo da história do grupo.

Claro que não é bem assim que as coisas funcionam. Como a maioria do material contido no disco vem mesmo do que foi produzido para o trabalho anterior, o que se vê são letras predominantemente melancólicas e/ou depressivas - reflexo do estado de espírito de Renato, cada vez mais abatido por causa da doença. Entre elas, o destaque vai para "Clarisse". Longuíssima - exatamente 10 minutos e 32 segundos -, a canção fala de desespero, usando como personagem principal uma garota de 14 anos, que se tranca no banheiro e corta os pulsos.

(...)

Para não dizer que "Uma Outra Estação" é completamente deprê, há que se ressaltar a leveza pop de "Antes das Seis" - com a participação especial de Bi Ribeiro (dos Paralamas do Sucesso) no baixo - ou ainda a suave "Mariane", com letra em inglês e potencial para se tornar um dos hits do trabalho. Isso sem falar na descontração de "Travessia do Eixão" que, não fosse a qualidade sonora, poderia muito bem ser confundida com uma demo-tape; e o clima saudosista de "Riding Song". Essa última - faixa de abertura do disco - é onde a levada roqueira da banda se faz mais presente e sua letra é composta por trechos de uma entrevista dada pelos integrantes da Legião ainda em 1986, época do lançamento de "Dois" - na versão em estúdio, contou, inclusive com o ex-baixista Renato Rocha.

Por enquanto, para quem esperava ansiosamente novo material da banda, "Uma Outra Estação" é mais do que suficiente para acalmar os ânimos. Mas não será o único trabalho póstumo da Legião. Vêm por aí, segundo previsões da gravadora, outros discos com gravações ao vivo.

Texto enviado por: Fabiano Moraes - Legião Urbana Web Fã Clube

 

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