Legião Urbana Uma Outra Estação
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Suposto ex-namorado de Russo quer ser ídolo jovem do ano 2000

O Estado de S. Paulo - Suplemento ZAP - 01/09/2000

Se Adriane Galisteu fez fama como ex-namorada de uma celebridade, por que um suposto amante de Renato Russo não pode fazer o mesmo? Blanch, vocalista do Cogumelo Plutão, que acaba de lançar seu primeiro CD, Biblioteca de Sonhos, diz ter iniciado um relacionamento com o cantor em 1987.

Desde o fim da Legião Urbana, há quatro anos, as viúvas de Russo devoram todos os produtos relacionados ao seu ídolo. Cogumelo Plutão entra neste "pacote", que inclui o disco-solo do ex-baterista Marcelo Bonfá e a biografia O Trovador Solitário, a cargo do jornalista Arthur Dapieve.

Blanch afirma que não quer se promover usando o marketing de "banda do ex-namorado de Renato Russo", mas não nega a informação. "Iria parecer a Courtney Love falando do Kurt Cobain", desconversa ele. "Essa associação desvia a atenção do que realmente importa, ou seja, a minha música."

Mas será que o vocalista acertou ao centrar a atenção em seus dotes artísticos? Em Biblioteca dos Sonhos, fica evidente a vontade de Blanch querer se tornar um novo porta-voz da juventude do ano 2000. Levando-se em consideração a idolatria em torno da Legião, que cresce a cada dia, é evidente que os jovens ainda precisam de gurus dentro da música pop.

Mas a tática de cantar sobre o universo de adolescentes sensíveis (insegurança, timidez, paixões não-correspondidas), eficiente nas letras espertas de Morrissey, ou mesmo nas de Russo, torna-se artificial nas composições do Cogumelo.

"Na adolescência, como eu não tinha condições para me consultar com um psicólogo, escrevia letras de música como válvula de escape", explica o vocalista. Blanch, de 27 anos, utilizou essas letras no CD de estréia.

Mesmo sabendo disso, soa estranho ouvir um adulto cantar versos como "De saco cheio de tanto estudar, eu não sei se vou aguentar ", em Matemática (alguém se lembrou de Química, de Renato Russo) ou "Me sinto tão sozinho, ninguém me compreende", em Retratos da Adolescência.

Mas quem não se importa com esta síndrome de adolescência tardia, encontrará em Biblioteca dos Sonhos um pop-rock facilmente digerível para toda a família. A proposta é simpática: misturar o espírito indie de bandas como Ride e Teenage Fanclub ao som comercial do Jota Quest.

Talvez pelo potencial de vendas do CD (Esperando na Janela já está em alta rotação nas rádios paulistanas), a Universal tenha evitado a publicidade em torno do homossexualismo assumido de alguns integrantes da banda.

Blanch faz mistério em torno de seu passado. Diz ter na manga algumas composições feitas em parceria com Renato Russo, que preferiu não incluir no álbum. "Não quero ser chamado de oportunista", avisa.

Brasília foi escolhida como sede da banda por causa da mítica em torno de seus grupos de rock. O vocalista diz que foi para lá em busca de inspiração após uma crise de depressão no Rio de Janeiro, em que tentou o suicídio.

Ainda desconhecido do grande público, o grupo é ligado ao circuito gay de Brasília e do Rio. Eles mantêm ainda contato com grupos ativistas e pretendem doar recursos de direitos autorais para vítimas da aids. (Bruno Saito)

 

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