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Laudenir Santos (Fortaleza - CE)

Ponte Metálica - 46
(04/08/1997)
Autor: Laudenir Santos.

Sem Saber
agi errado
Sem Saber
Que o meu futuro estava no passado
E me via triste por me sentir sozinho
eu era um bom rapaz
só não capaz de seguir o teu caminho.

E a tua força já não é mais como era antes
do que é amor sobrou apenas a lembrança
e isso não é errado então?
E eu que fiquei nas tuas mãos
abri meu coração
agora estou perdido
Lembrar não quero mais
Viver depois disso eu sou capaz
Só me deixe aqui sozinho.

E esse erro sério
que para mim é sincero
dele não quero mais saber
você feriu demais
acabou minha paz
o que espero é não mais lhe ver.

Sem Saber
eu ficava calado
Sem Saber
de como era o teu passado.

 

Calçada de asfalto
(25/12/1997)
Autor: Laudenir Santos.

Vida sufocante
Eternidade Maldita
Cartas com adeus
Medo de Morrer e sua ideologia.

Propagandas de Cigarro
e Cortes que não cicatrizam
São todas elas marcas
que a cada dia
a cada minuto que passa
um pouco lhe mata.

Por tudo isso
só me ache simples
e me dê motivos para continuar
afinal

Quantos prédios e quantas cordas
não viram vidas indo embora não são números estátisticos
e sim alegres para quem acha que existe esperança
só não se tem é tempo.

 

Flores de jornal
(23/02/1998)
Autor: Laudenir Santos.

Quando se vão todos
e só fica o momento
as armadilhas da vida
vai nos vencendo.

Estamos cada vez mais ilhados
e o nosso testamento é a estupidez
ficaremos todos sós, apesar de irmos
todos de uma vez

Minha pobreza de espírito
e toda essa mentira aliada ao desespero
tenho medo das flores de jornal
e alegria pelo seu enterro

o teu jardim de glórias
tem como adubo a alma dos pobres
e cresce em meio ao desespero
e ao medo dos inocentes.

Tem papoula
margarida
lado bom e mal

 

Saudade terminal
(07/04/1998)
Autor: Laudenir Santos.

Um lábio negro
Uma cruz de cabeça para baixo
Um som distorcido
e a violência a teu lado

teu instinto materno
tua maternidade horrenda,
o teu desejo mais imundo
é uma fechadura nessa fenda

A voz da dor,
talvez a dor que é falar.
O cinismo
o escuro
o inferno
ou o altar
é só escolher o que é melhor
para a sua alma purificar

Se cortar no banheiro
ou morrer pelas mãos do dia-dia
Sentir pavor quando quiser ajudar
e ser puxado quando quiser dar as mãos
este é o céu que disseram
que você iria encontrar
querer brincar com o que é sujo
ignorante e arbitrário
é difícil
ainda mais quando é diário
e anda com você lado a lado
mas não passam de flores de jornal

 

 

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